“Por que haverias de querer minha alma na tua cama?
jubila-te da memória de coitos e de acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me.” Hilda Hilst
Roçar de lábios, mero aquecimento
Com gosto de aflição, um gosto urgente.
Mucosas salivando um vinho bento,
Sabor do sumo segregando quente.
Mordidas, dentes se arvorando lentos
E as línguas que espiralam num repente.
Olhos fechados, turvos por momentos,
Na frouxidão dos membros – corpo e mente.
Pele com pele, fricção, fomento,
Serpentes se enroscando suavemente,
Num gesto prenhe que é aguerrido e lento.
Beijos lascivos, tua língua ardente
Segue caminhos por minh’alma adentro
Que só tu sabes e que só tu sentes...
Nenhum comentário:
Postar um comentário