O olhar perdido que outro olhar procura
E os dedos pálidos traçando os seios
Vestidos só com véus de gaze pura,
Auréolas rosa, faces e entremeios.
Vazio o leito, parco de ternura,
Meu flanco e ventre mornos, com receios,
Querendo dar-se, sendo criaturas:
Desejos cutelados pelo meio.
Carótidas vertendo nas fissuras
E os nervos entre as veias e os veios:
Filões sobre camadas tão escuras!
Lençóis intactos, alvos e tão feios!
Raízes vão brotando na brancura,
Não há mais corpo ou alma... só anseios...
Magmah
Nenhum comentário:
Postar um comentário